"O hábito de adiar o encontro com a verdade faz com que a mentira tenha vida longa."

 

EUA financia ONG$ via contas CC5

 

 


Rio, 8/fev/04– Ao longo da mais de década de publicação, o Alerta Científico e Ambiental tem reiterado - e demonstrado – que boa parte das campanhas de ONGs ambientalistas e indigenistas contra obras de infra-estrutura e empreendimentos do setor produtivo no País obedecem a uma agenda comum de cunho eminentemente geopolítico.

Hoje, o jornal Folha de São Paulo publicou uma verdadeira bomba com alto poder explosivo para importantes Organizações Não-Governamentais (ONGs) que atuam no país, algumas das quais influenciam diretamente as políticas ambientais e indígenas do governo, corroborando em parte o acima afirmado.

Segundo o jornal, um disquete do Banco Central contendo as operações de entrada e saída de dinheiro por contas CC5 no período 1996-2002, entregue à CPI do Banestado, revela, pela sucessão de desembolsos, que as ONGs e a Polícia Federal foram as áreas de maior interesse dos Estados Unidos no Brasil.

O grosso dos desembolsos para ONGs no Brasil via contas CC5 vem da Interamerican Foundation (IAF), criada pela Administração Nixon especificamente para promover os interesses dos EUA junto ao nascente movimentos de ONGs na América Latina, em especial na área ambiental. A IAF é mantida pelo Congresso dos EUA e sua diretoria é composta por três deputados e por seis empresários nomeados pela Casa Branca. Nos registros do Banco Central, as remessas são todas atribuídas ao governo estadunidense, que usa as mesmas contas pelas quais faz depósitos para funcionários da embaixada e dos consulados e custeia outros gastos de manutenção.

Dentre as ONGs citadas como receptoras dos recursos do governo estadunidense via contas CC5 aparecem o WWF (R$ 478 mil), o Viva Rio (R$ 458 mil), a Rede de Informações para o Terceiro Setor (R$ 399 mil) e a Fundação Acesita (R$ 430 mil), entre mais de 30 entidades.

Contudo, uma pesquisa no sítio eletrônico da IAF revela muito mais, como, de resto, já reportamos anteriormente. Somente para citar algumas “doações” entre 1995 e 2002 feitas a ONGs bastante familiares aos nossos leitores:

• Instituto Socioambiental (ISA) , uma das ONGs mais ativas no país em questões ambientais e indígenas (seu ex-diretor João Paulo Capobianco é o atual Secretário de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente), recebeu US$ 143.864 em 1996.
• Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (ABONG), recebeu US$119.500 em 1995.
• Assessoria a Projetos em Agricultura Alternativa (AS-PTA) , uma das mais aguerridas ONGs contra os transgênicos, recebeu US$ 84.500 em 1995 e US$ 111.700 em 1996.
• Federação de Orgãos para Assistência Social e Educacional (FASE), recebeu US$ 123.000 em 1995, US$ 106.500 em 1996, US$ 106.500 em 1997 e US$ 202.350 em 1998.
• Instituto de Estudos Sócio-Econômicos (INESC), que atua fortemente no Congresso Nacional, recebeu US$ 112.012 em 1995.
• Instituto de Estudos da Religião (ISER), recebeu US$ 192.064 em 1995.
• Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (IBASE), US$ 220.500 em 1995
• Instituto Centro de Vida (ICV), que atua fortemente nas campanhas contra as hidrovias Paraguai-Paraná e Araguaia-Tocantins, recebeu US$ 276.930 em 1999 e US$ 20.638 no ano seguinte.
• Fundação O Boticário de Proteção à Natureza (FBPN) , recebeu US$ 550.000 em 2000.
• Viva Rio, ONG-chave na campanha contra o desarmamento (ver abaixo), recebeu US$ 314.200 em 2001.

ONG$

É antiga a denúncia sobre a utilização das contas CC5 para a movimentação do rico filão das ONGs. O Correio Braziliense, em uma série de reportagens publicadas em julho de 1997, discorreu sobre os eco-dólares ingressados no Brasil e manipulados pelas ONGs, “um segredo guardado a sete chaves”. Na ocasião, o CB já chamava a atenção que o Banco Central não tinha qualquer controle sobre a entrada dos eco-dólares remetidos por instituições estrangeiras para ONGs aqui sediadas nem o ingresso de dinheiro por elas obtido no exterior, feitas pelas CC5, instrumento preferido pelos “lavadores” de dinheiro sujo.

Sobre evasão fiscal, o CB revelou dados interessantes da pesquisas feita pela ONG Fundação Grupo Esquel-Brasil, baseada em recursos enviados para ONGs “brasileiras” por fundações estadunidenses, da Igreja Católica dos EUA e da União Européia no ano base 92/93. Segundo essa pesquisa, tais entidades repassaram US$ 80 milhões no período mas não inclui doações e contribuições feitas diretamente às ONGs por pessoas físicas. A pesquisa, baseada em números da Receita Federal, indica que era crescente a quantidade de empresas que utilizam-se de doações para evitar o pagamento de imposto. Relata o CB: “Em 1994, por exemplo, foram doados R$ 6,1 milhões para projetos culturais, R$ 4,3 milhões para programas de apoio à criança e ao adolescente e - pasmem! - R$ 227 milhões em doações não dedutíveis do Imposto de Renda”.

O Viva Rio e a campanha de desarmamento civil

O recente sucesso da campanha de desarmamento civil dificilmente teria sido alcançado não fôra pela atuação de uma rede internacional de ONGs cujo principal núcleo no Brasil é o Viva Rio, uma das “beneficiadas” pelos recursos repassados pela IAF via contas CC5. O Viva Rio foi criado em 1993 com amplo financiamento de fundações oligárquicas como a Rockefeller, Ford, Roberto Marinho e outras e integra a Rede de Ação Internacional de Armas Pequenas (IANSA), criada em 1998 para coordenar a campanha de desarmamento em escala mundial.

Entre as diretrizes da IANSA - e do Viva Rio –, o vínculo entre o desarmamento civil e militar fica claro na proposta de “reduzir os gastos militares ao nível mais baixo possível”. Integram a rede notórias frentes oligárquicas da estratégia pró-“governo mundial”, como o Conselho Mundial de Igrejas (CMI) e outras. Em um boletim de imprensa do CMI, divulgado em maio de 1999, o presidente do Viva Rio, Rubem César Fernandes, afirmou que a campanha antiarmas brasileira representa “um esforço significativo, que poderá ser expandido em uma escala global”. Entre os patrocinadores da IANSA se alinham alguns dos conhecidos órgãos do Establishment internacional que costumam financiar empreendimentos contrários aos Estados nacionais soberanos: fundações Ford, Rockefeller, Compton, MacArthur e Samuel Rubin, Open Society Institute (do megaespeculador George Soros), Christian Aid (conhecida apoiadora das redes da Teologia da Libertação) e Ploughshares Fund.

Retirado do site Alerta em Rede

 


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